Beleza

Cada dia que passa me deparo com os não tão novos fantasmas da sociedade: bulimia e anorexia. A busca intensa pelo corpo “perfeito”, magreza e pernas finas virou uma obsessão. Se igualar a Kate Moss e Gisele Bünchen é sonho de milhares de meninas a partir dos 12 anos.
A bulimia, ou Mia para as mais íntimas, se resume a comer compulsivamente e depois forçar vômitos para “limpar” o organismo. A anorexia, Ana, “proíbe” as meninas de comer quiçá uma folha de alface, quanto mais um belo prato de feijão com arroz. Nada mais prejudicial à saúde, pois o corpo não absorve os nutrientes necessários para funcionar, propiciando danos prejudiciais ao estômago, intestinos, coração, entre outros órgãos do corpo, causando falência múltipla e levando até a morte.
Apesar da intensa campanha contra esses dois males, as meninas insistem em adotá-las. Sites na Internet apóiam esses métodos, umas ensinam às outras como não se render às tentações e buscar a perfeição. Esses distúrbios, geralmente, se desenvolvem em meninas com a auto-estima baixa e sem apoio familiar. Uma pesquisa recente comprovou que as mães também são responsáveis por essa busca incessante à beleza. Ao invés de receberem palavras de apoio, as meninas se deparam com críticas sobre sua beleza.
O padrão de beleza não existe. Não poderemos agradar a gregos e troianos, ontem a moda foi ser esquelética, hoje se pede meninas com mais curvas e bumbum. Há quem goste de magras, há quem prefira as cheinhas, mas o importante é você se gostar e procurar o que é o melhor para o seu bem-estar, só assim vamos atingir a padrão de beleza almejado.

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